17 de Maio de 2017 | 22h20

Ciberataques

Por Andre Uebe


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Ciberataque é uma palavra que apresenta uma nova realidade do mundo. A fragilidade e a dependência social aos sistemas computacionais e à internet. Ciberataque significa ataque cibernético que, por sua vez, tem origem no grego e significa “governador” ou “aquele que governa”. No contexto da informática, uma tradução ampla nos daria a ideia de algo com uma grande concentração e alta escala de recursos computacionais.

O termo cibernética como utilizado atualmente, surgiu em 1942, quando Norbert Wiener e Arturo Stearns, dois pesquisadores estadunidenses, estudavam e desenvolviam novos sistemas de comunicação entre humanos e máquinas. Destaca-se que por volta da década de 1940, o desenvolvimento de computadores começou a ganhar destaque, principalmente para fins militares. O filme O Jogo da Imitação retrata bem este período contando a difícil história do “pai dos computadores”, o cientista britânico Alan Turing.

Com o avanço da internet e as novas conexões sociais que surgiram a partir da segunda metade da década de 1990, os atos de retaliativos de grupos minoritários ganharam um novo espaço: o ciberespaço. Ciberespaço é o termo criado em 1984 pelo escritor William Gibson em seu livro Neuromancer, para descrever um espaço de comunicação não físico. Hoje, a associação deste espaço à internet é quase óbvia. Mas lembremos que em 1984, dez anos antes do surgimento da internet, esta ideia era utopicamente revolucionária.

O ciberespaço, assim como o mundo material deve ser regido por uma ordem social. Normas e regulamentos tratam para que as coisas aconteçam de maneira fluida e equilibrada. Estes ciberataques tem por finalidade exatamente contra-argumentar e desestruturar esta ordem, por meio de sobrecarga do sistema de comunicação, como até mesmo eliminação e embaralhamento de arquivos indispensáveis aos usuários.

Foi isto que aconteceu recentemente. Uma falha de segurança no sistema operacional mais popular e frágil existente, o Windows, permitiu que um programa de computador classificado como um vírus digital, se espalhasse e infectasse os computadores de diversas pessoas no mundo, impedindo que as mesmas pudessem abrir estes arquivos uma vez que estavam criptografados (embaralhados) pelo referido vírus. Esta prática de contaminação de sistemas operacionais por vírus não é inédita. O ineditismo foi na escala do ataque. Nunca antes uma falha de segurança havia sido explorada de maneira tão maciça e ao mesmo tempo.

O resultado, além de uma empresa apontando o dedo para culpados, quando na verdade não existem além dela mesmo, indica uma necessidade de se refletir e por em prática medidas para precaução destes tipos de ataque que se tornarão cada vez mais frequentes, haja vista sua capacidade de desestabilizar o mundo físico, dada a conexão cada vez maior deste com o ciberespaço.

Administrador, Professor, PhD


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