18 de Maio de 2017 | 22h54

SERÁ QUE TEREMOS PAZ ALGUM DIA?

Por Alberto R. Fioravanti


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Inegavelmente que a violência é assustadora e está dominando nosso país, Estado e cidade. Vivemos numa época em que a violência - assassinatos, assaltos, abusos contra crianças, mulheres e pessoas idosas, e violência no trânsito - virou um desrespeito contínuo que a mídia relata diariamente.

Infelizmente não há mais segurança ou proteção em lugar algum. Nunca vi tanta violência junta em nenhuma das nações em que vivi ou visitei, até mesmo naquelas que passavam por situações de conflitos armados internos. Creio que os brasileiros estão cansados de tanta violência... e querem que revigore a paz, o amor e o respeito ao próximo, que são os únicos remédios que os cidadãos tem a disposição para garantir uma existência humana e feliz. A falta de uma educação de qualidade, o desemprego que ainda é grande e a desagregação das famílias, que segue em aumento, são alguns dos fatores que contribuem para que indivíduos cometam atos de violência.

Os tempos atuais estão muito mais violentos que o dos nossos ancestrais e mesmo o da minha infância e juventude. Até nesta cidade que já foi humana e hospitaleira, a violência urbana tornou-se diária e os atos de terror e pânico promovidos pela criminalidade, são divulgados com detalhes pela mídia. E a violência é pura criminalidade e as autoridades não dão uma solução integrada às causas do problema.

Com o clima generalizado de insegurança existente, muitos se aproveitam para vender segurança e para construir esses “gigantescos” edifícios que vem desumanizando a nossa cidade, cujas ruas estreitas, num futuro próximo nem mais poderão ser transitadas. Infelizmente o aumento da violência e do crime organizado e não organizado é real, e as forças instituídas não atuam com a celeridade que este momento político-social brasileiro requer para sua repressão. Porém não podemos cair na armadilha fácil de elaborar apenas ‘propostas imediatistas’.

Já notaram que os impostos que os brasileiros pagam à União, aos Estados e aos Municípios totalizam mais de 40% do PIB? Tributos que deveriam retornar ao Cidadão em forma de benefícios, como uma boa educação, boa atenção em saúde, SEGURANÇA para suas atividades, previdência, etc. Hoje cada cidadão trabalha pelo menos 5 meses por ano para pagar ao Fisco, e é curioso que nos anos 70, para pagar todos os impostos se trabalhava menos de 3 meses e havia muito menos violência pelas ruas, ainda que a violência do Estado e o desrespeito dos Direitos Humanos dos brasileiros foram grandes.

E o futuro, como queremos que seja? O de sempre? Com todas essas formas variadas de violência institucionalizadas e naturalizadas, que já se tornaram banalizadas? Então, cabe a todos nós o dever de analisá-las, questioná-las e de propor saídas e soluções coletivas, para que não tenhamos nossas asas cortadas, pois como diz uma estória: ”Um passarinho, aparentemente frágil, quando entra em pânico, é a melhor vítima do bote de uma serpente, sempre que ele se esquecer de sua diferença desta, ou seja - os pássaros podem voar”. Uma coisa é certa, violência não se cura com violência!

Você que conseguiu ler até aqui este texto me responda: quem são os verdadeiros “engaiolados”, nesta história dos tempos de cólera e impostura criminal? Que podemos fazer? Quem não assiste à televisão? Todos os dias há casos e mais casos de roubos, mortes, assassinatos, além do noticiário da corrupção de políticos. Quase todos com uma coisa em comum: a impunidade. Paz e Bem!

Doutor em Planejamento Econômico e Social e membro da Academia Campista de Letras (ACL)


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