14 de Julho de 2017 | 14h13

O legado da existência

Por José Luiz Pimentel Batista


Whatsapp

            Todos nós passamos pelos mesmos processos na vida. Nascemos, crescemos e voltamos ao ponto de partida, cujo marco ou lugar vai depender da crença de cada um. Entretanto, a vida é um fato, principalmente porque pensamos e sentimos.

                        Então, se a vida é uma dádiva, cada um deveria parar e pensar sobre o que está sendo feito com a sua existência e o que pode ainda fazer para melhorá-la cada vez mais.

                        Nas escalas mais variadas, todos nós, mesmo que minimamente, temos poderes e a questão é como nós estamos os exercendo.

                        Sinceramente, temos visto pessoas que poderiam ter simplesmente entrado para a história da forma mais elogiável o possível, mas, preferiram o caminho do mal e jogaram fora a chance de fazer algo único e inesquecível pelo bem.

                        Não deve ser nada fácil ser Governador do Estado. Já pensou quanta concentração de poder e quantas possibilidades de mudança na vida dos governados? Cabral não pensou. Preferiu pensar em seu próprio bolso cegamente e, sem medir qualquer consequência, sangrou o Estado do Rio de Janeiro da pior maneira possível e entrou, sim, para a história, do sistema carcerário.

                        E na Presidência da República? Alguém poderia imaginar que tantas atrocidades iriam ser feitas? Sempre aprendi em Direito Administrativo que administrar é visar o bem comum, ou seja, do povo. O que foi feito? Formaram uma organização criminosa sem igual, roubaram e desviaram escancaradamente e, agora, paulatinamente, estão sendo condenados e indo para a cadeia.

                        Em artigo anterior aqui, “cantei a pedra” mais óbvia do mudo, isto é, que o Lula iria ser condenado. É claro que a pena foi pequena, mas já foi um bom começo (haverá recurso para o aumento). Estranhei foi não ter sido decretada a prisão, pois seus grandes amigos como Vaccari, Delúbio, André Vargas e José Dirceu esperam Lula ávidos por um “abraço penitenciário”.

Nesse passo, há uma frase do Juiz Sergio Moro na sentença de condenação do Lula que fala “não importa o quão alto você esteja, a lei ainda estará acima de você”. Acho que o sujeito pensava que estivesse acima do bem e do mal, pois da lei, ele tinha certeza estar, até ser condenado.

Já tem gente dizendo que o Moro se acovardou em não decretar a prisão. Fato é que outras condenações ainda virão e as grades esperam o molusco.

E o Moro? Não perdeu a oportunidade de entrar para a história, simplesmente fazendo seu dever de casa e cumprindo o que jurou no dia da sua posse como Magistrado.

E o Joaquim Barbosa no “mensalão”? Foi na mesma linha. O engraçado é que o mundo político está tão desprovido de pessoas confiáveis que as figuras jurídicas acima, simplesmente porque fizeram a sua obrigação, logo já são comentadas para cargos no Executivo. Fazer o básico no Brasil é razão de louvor.

Cada vida é única. Cada um pode ser inesquecível na vida do filho, do aluno, do administrado e do atendido em qualquer área de serviço. E você? O que tem feito, dentro das suas possibilidades, para entrar para a história de alguém? Qual legado pretende deixar da sua existência e passagem por este mundo? 

Promotor de Justiça da 2ª Promotoria da Infância e Juventude de Campos


Mais Artigos

Alberto Fioravanti

Amemos o nosso planeta terra


José Luiz Pimentel Batista

Os justiceiros



Andre Uebe

Quissamã


Albert Jacobson

Como temos andado?


VER MAIS ARTIGOS