06 de Abril de 2017 | 21h23

Museu Corina Peixoto de Araújo e Memorial Terra de Luz: a história da cidade através de documentos, móveis e assessórios

Interessados também podem agendar visita em grupos por telefone


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Da Redação com Assessoria

Caso você não tenha visitado o Museu CorCaso você não tenha visitado o Museu Corina Peixoto de Araújo e Memorial Terra de Luz, no Centro de São Fidélis, no Norte Fluminense, não deve perder a oportunidade. Funcionando na Biblioteca Municipal Barão de Vila Flor, o espaço reúne a história do município em forma de documentos, fotografias, móveis e diversos assessórios. 

Mantido pela Prefeitura de São Fidélis, através da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, o museu abre suas portas de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h e das 13h30 às 17h. Interessados também podem agendar visita em grupos através do telefone (22) 2758-6829.

De acordo com o secretário da pasta, Ely Corrêa, há no espaço diversos móveis em madeira de lei, do século 19, que pertenceram ao Barão de Vila Flor. “Temos cama, guarda-roupa, espelho, penteadeira, cadeiras, mesa e chapeleira” do Barão de Vila Flor“, revelou.

Há ainda no espaço uma âncora da embarcação que conduzia fidelenses para o comércio campista pelo Rio Paraíba do Sul quando não havia outro meio de transporte entre os municípios.

O memorial leva o nome do hino oficial de São Fidélis, Terra de Luz. São quatro salas que contêm todo o acervo: fotografias, peças da época da Escravidão, objetos de fazendas e que mostram costumes antigos. “Temos algemas, engomador (ferro de passar roupas) à brasa e outras curiosidades”, informou.

Barão de Vila Flor – João Manoel de Souza ganhou a fazenda de São Benedito do pai como presente de casamento. A sede encontra-se hoje em situação precária. João Manoel passou a viver no local e conquistou prosperidade, além de influência política, tornando-se presidente da Câmara Municipal. 

Quando a Igreja Católica concluiu a construção da Igreja de São Fidélis de Sigmaringa, o imperador D. Pedro II revelou o desejo de visitar o local. Como o transporte na época era deficitário e a fazenda ficava distante cerca de 10 quilômetros, João Manoel decidiu construir uma casa de visitas para abrigar o imperador, que acabou voltando ao município num total de quatro visitas. 

A residência foi construída por escravos. Como bom patrão, João Manoel concedeu liberdade a todos dois anos antes de a Princesa Isabel assinar a Lei Áurea (13 de maio de 1888), decretando a Abolição da Escravatura no Brasil. 

Com o tempo, João Manoel conquistou o título de nobreza de Barão de Vila Flor. O imóvel ainda recebeu a visita da imperatriz Tereza Cristina, da Princesa Isabel, do Conde D´Eu e, posteriormente, em 1943, do presidente da República, Getúlio Vargas, por ocasião do lançamento da pedra fundamental do Colégio Estadual Barão de Macaúbas.

Corina Peixoto – O Barão de Vila Flor teve três filhos, mas apenas a menina Corina sobreviveu. Américo morreu criança. Cristóvão morreu na adolescência. Corina se casou com o militar pernambucano Elysio de Araújo, da Ordem de Tiro de Guerra. 

Os anos se passaram até que Maria Elisia de Araújo, neta do casal, deixou São Fidélis com o marido Jayme Luna rumo a Niterói. Em 1957, o casal doou a bela casa onde viveu para o município, com a determinação de que o prédio fosse transformado em biblioteca e que sua avó, Corina, fosse homenageada. Hoje, ela dá nome ao anfiteatro que fica na área externa.  
 


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