20 de Abril de 2017 | 22h30

Caixa pagou mais de R$ 15 bi das contas até esta quinta-feira

Valor pago equivale a 83,2% do total inicialmente previsto (R$ 18,1 bilhões) para o período


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A Caixa Econômica Federal já pagou R$ 15,1 bilhões para trabalhadores nascidos entre janeiro e maio beneficiados pela Medida Provisória (MP) 763/2016, que permitiu o saque de contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A avaliação foi apresentada na tarde desta quinta-feira pelo banco, que tem montado esquema especial de atendimento aos beneficiados.

O valor pago equivale a 83,2% do total inicialmente previsto (R$ 18,1 bilhões) para o período. Mais de 9,5 milhões de trabalhadores já sacaram os valores a que tem direito nas contas inativas do FGTS, o que representa 76% das 12,5 milhões de pessoas nascidas no período. 

A previsão é que 30,2 milhões de trabalhadores sejam beneficiados com a medida e possam sacar um total de R$ 43,6 bilhões. A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) avalia que os recursos das contas inativas do FGTS) podem acrescentar até 2,4% ao faturamento do comércio varejista nacional em 2017.

A federação considera a injeção total dos R$ 45 bilhões no varejo brasileiro. Na opinião da entidade, o volume de dinheiro a ser sacado das contas inativas vai ajudar no processo de retomada da economia. A assessoria técnica da FecomercioSP ressalta que “ainda que nem todo o dinheiro seja destinado para o consumo, o varejo pode se beneficiar no médio e longo prazo. “Se o consumidor optar por quitar dívidas ou aplicar, tais recursos entrarão no mercado financeiro elevando a capacidade bancária de conceder empréstimos”. A federação destaca que, “além disso, com o dinheiro, os consumidores endividados ou inadimplentes poderão reequilibrar seu orçamento doméstico, limpar o nome e se tornar novamente elegível a novos crediários, em condições mais vantajosas”.

Ao avaliar a participação de cada estado no total de rendimentos e remunerações pagas no Brasil, a entidade verificou que São Paulo será responsável por 32,7% do total. “Dos R$ 45 bilhões disponibilizados para saque estima-se que R$ 14,7 bilhões serão injetados na economia paulista e as vendas do setor no estado podem crescer até 2,5%”. (ABr)


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