20 de Abril de 2017 | 22h38

Vista com desconfiança por alguns sindicalistas

Uma das questões que tem gerado polêmica é a criação de comissões dentro das empresas, que podem prejudicar os sindicatos


Whatsapp

Léo Menezes

A Reforma Trabalhista, enviada pelo presidente Michel Temer no ano passado, tem a votação da proposta prevista para a próxima semana na comissão especial e no plenário, e prevê vários pontos que poderão ser negociados entre patrões e empregados. Uma das questões que tem gerado polêmica é a criação de comissões dentro das empresas, que podem prejudicar os sindicatos.

Além de tornar opcional a contribuição sindical, o relator Rogério Marinho (PSDB-RN) incluiu no relatório a criação de comissões formadas por representantes dos funcionários para empresas que tenham mais de 200 empregados, que seriam os responsáveis pelo diálogo entre as partes. Isso desagradou muito os sindicatos, pois eles acreditam que podem perder a função, tendo muita reação contrária, principalmente quanto ao fim do imposto sindical obrigatório. De acordo com especialistas, caso a medida seja aprovada seria necessário um período de transição para adaptação.

De acordo com Hugo Diniz, presidente do sindicato dos bancários em Campos, a preocupação maior do sindicato é em relação às categorias pouco organizadas, porque não teria uma intervenção direta do sindicato com esses trabalhadores. “Se não tiver um sindicato forte essa relação pode ser prejudicada. Como atender os interesses do trabalhador com representantes escolhidos pelo patrão?”, questionou Diniz.

O diretor Administrativo do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (SINDPETRO), Rafael Crespo, tem a mesma opinião e acredita que um dos maiores problemas do projeto é a proposta do negociado sob o legislado que propõe que o acordo coletivo valha mais do que uma lei fazendo com que as categorias menos atuantes fiquem mais vulneráveis. 
“Nas negociações o trabalhador pode se sentir intimidado para se mantes no emprego, já que as comissões também vão ter influência direta dos patrões”. Concluiu.
A proposta deve ser votada na comissão especial na próxima terça-feira (25) e no plenário na quarta (26).
 


SEJA O PRIMEIRO A COMENTAR


* Publicação sujeita a moderação;
** Evite a utilização de termos grosseiros e xingamentos através de palavras de baixo calão;
*** Comentários com conteúdo ofensivo e propagandas serão devidamente ignorados.


veja também

Painel Diário

Painel Diário

22/06/2017