20 de Abril de 2017 | 22h59

Ofensa

ou realidade


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No ranking da corrupção o Brasil é um dos países que “disputam” a ponta, tendo como focos personalidades da vida pública e da vida privada. Não se sabe até quando, mas a população brasileira passa por um ciclo de crises, entre às quais a moral é a que mais preocupa, embora a sensação de impunidade já não seja tanta. Aliás, não apenas preocupa. Também decepciona a cada delação feita na Lava Jato. Ainda que possa não ter nenhuma ligação aos escândalos que ocorrem na vida pública brasileira, ao recusar o convite feito pelo presidente Michel Temer para fazer nova visita ao Brasil, o Papa Francisco acaba gerando muitas especulações.

Palavras fortes
A carta enviada pelo papa a Temer, em resposta a um convite a ele feito no fim de 2016 pelo governo brasileiro, tem um trecho que leva à reflexão até mesmo quem não está nem aí para a onda de corrupção. "Sei bem que a crise que o país enfrenta não é de simples solução, uma vez que tem raízes sócio-político-econômicas”. Os argumentos de Francisco são diretos, fortes e sugerem a uma reflexão profunda.

Ofensa ou realidade
Falando em crises, não será demais considerar o Brasil também um país da incoerência. Vive com a corda no pescoço, colocada por uma crise econômica forte nos últimos anos, mas coleciona feriados que acabam emperrando as “máquinas produtoras”. São 11 feriados nacionais e, não satisfeitos, ainda inventam de “bonificar” um deles em três dias (o de carnaval). Quando Juca Chaves exibiu um caranguejo preso em barbante e cantou “esse é um país de vai pra frente” consideraram uma ofensa... 

Vamos aguardar
“Brasil 2050 – Os desafios de uma nação de envelhecer”. Se a deputada federal Cristiane Brasil conseguiu tratar do assunto nos mínimos detalhes no livro que ela lança, segunda-feira, em Campos (no Isecensa), com certeza, poderá ser considerada uma obra e tanta. Segundo ela, “é resultado de um estudo desenvolvido por consultores legislativos, coordenado pelo Cedes (Centro de Estudos e Debates Estratégicos) da Câmara dos Deputados”.   

Até dia do perdão
A partir deste ano, 30 de agosto será lembrado como o Dia Nacional do Perdão. Virou até lei, sancionada quarta-feira (19) pelo presidente Michel Temer e publicada ontem (20) no Diário Oficial da União, aquilo que deveria acontecer naturalmente, por princípios. Mas, de qualquer forma, cria uma expectativa: será que esse monte de político corrupto que enganou o povo vai ter coragem de pedir perdão?

Está explicado
O Dia Nacional do Perdão na verdade é uma definição pontual. O projeto de lei (aprovado em abril de 2015 na Câmara dos Deputados e no último dia 28 nos Senado Federal) é da deputada Keiko Ota (PSB-SP), que escolheu a data em alusão ao dia da morte de seu filho, Ives Ota, sequestrado e assassinato aos oito anos.

Sobe
Notícia de que o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) vai pagar atrasado a aposentados que tiveram cálculo de benefício feito errado é, com certeza, notícia alentadora.

Desce
Com a mesma velocidade que ganhou a mídia a denúncia de que a carne brasileira estava com qualidade comprometida o assunto saiu de pauta. Parece ter sido coisa encomendada.

Gente nova - Nomes como Gustavo Mateus, Helinho Nanhim, Wladimir Garotinho, Diogo Neves, Rogério Matoso e próprio prefeito Rafael Diniz fazem parte da renovação da política goitacá. A maioria deles aprendeu política na cozinha de casa. A maioria deles aprendeu política na cozinha de casa .  

Valores - No Brasil tem coisas muito engraçadas, como, por exemplo, ser feriado hoje, 21 de abril, em homenagem a Tiradentes, e amanhã, data em que o Brasil foi descoberto, não. Campos também segue à risca: não decreta feriado no dia 28 de março, aniversário da cidade.

 


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