20 de Abril de 2017 | 23h22

Estado do Rio registra onze casos de febre amarela com três mortes

Doença que silencia as matas, preocupa pesquisadores brasileiros


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Confirmado nesta quinta-feira (20), pela Subsecretaria de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, a morte de um homem do município de Maricá, na região metropolitana da capital, que veio a óbito na quarta-feira (19), vítima da febre amarela. Com o diagnóstico, o número de casos confirmados da doença no Estado sobe para 11, com três mortes.

O homem morreu no Hospital Evandro Chagas, da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), na capital, para onde havia sido transferido após ser internado em unidade de pronto atendimento de Maricá. Ele era morador de um bairro da zona rural do município.
Os outros casos de febre amarela confirmados no estado do Rio ocorreram em Casimiro de Abreu, na Baixada Litorânea, com sete registros, entre eles uma morte; São Fidélis, no Norte Fluminense; São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos; e em Porciúncula, no Noroeste do Estado, que também levou o paciente à morte.

Após a confirmação da 11ª morte pela doença no estado, o secretário de Saúde, Luiz Antônio Teixeira Jr., enviou equipes da Vigilância Estadual para atuação em campo, além de reforço no estoque de doses da vacina contra a febre amarela. “Vamos seguir priorizando as áreas onde há confirmação da circulação do vírus e regiões próximas, de acordo com o protocolo de bloqueio. Nosso objetivo é atuar de forma conjunta com a prefeitura, visando à proteção da população fluminense.”

Maricá foi incluída na lista de cidades estratégicas para a imunização da população, que passa a ter 65 municípios. Novos lotes de doses da vacina serão destinados às prefeituras nos próximos dias, de acordo com o cronograma de entrega das remessas feitas à secretaria estadual pelo Ministério da Saúde. A orientação é que as vacinas sejam utilizadas, primordialmente, para a imunização das pessoas que vivem em bairros rurais e próximos às matas.

Macacos - Além dos casos em humanos, todos de transmissão silvestre, segundo as autoridades de Saúde, o Rio de Janeiro também tem casos confirmados de febre amarela em macacos, registrados nos municípios de São Sebastião do Alto, na Região Serrana; e Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. (ABr)


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